Review — Resident Evil Requiem

Review — Resident Evil Requiem

A Capcom mostrou mais uma vez por que essa franquia é referência quando o assunto é survival horror. Resident Evil Requiem entrega uma experiência intensa, equilibrando terror psicológico e ação cinematográfica com muita competência.

Sem spoilers de história — pode ficar tranquilo(a).

Resident Evil Requiem

A Capcom mostra que ainda sabe como reinventar sua maior franquia sem perder a essência. O game mistura terror, ação e nostalgia na medida certa e sem apelar para exageros.

🎮 Gráficos e Performance

Visualmente, o jogo é impressionante. Cenários extremamente detalhados com iluminação e sombras que ampliam a tensão, animações faciais e corporais muito bem trabalhadas. É notável o excelente nível de polimento.

Além disso, o jogo roda muito bem, com performance estável e qualidade gráfica consistente. É aquele tipo de título que demonstra maturidade técnica da engine.

🔊 Áudio: um espetáculo à parte

O design de som merece destaque especial. Passos ecoando em corredores vazios, portas rangendo, respirações tensas — tudo contribui para uma ambientação sufocante.

O áudio não acompanha o terror… ele cria o terror.

👥 Dois protagonistas, duas experiências

O jogo pode ser jogado tanto em primeira quanto em terceira pessoa, mas a experiência muda bastante dependendo da escolha e do personagem.

🔦 Grace

Grace é vulnerável. Tem menos armas, menos recursos e menos poder de combate. Isso obriga o jogador a explorar melhor o ambiente, planejar rotas e usar furtividade com inteligência. A experiência ideal com ela? Primeira pessoa, focando totalmente na imersão e no terror.

🔫 Leon

Já Leon S. Kennedy é o completo oposto: mais arsenal, mais recursos e combate mais direto. Sua machadinha vira peça-chave nos confrontos, e ele entrega aquele estilo “badass” clássico da série. Com Leon, a ação fala mais alto — mas o terror nunca desaparece.

⚖️ Equilíbrio entre terror e ação

RE Requiem acerta no ponto exato entre tensão e adrenalina. Não é um jogo 100% focado em sustos, nem uma sequência explosiva o tempo todo. Ele alterna bem os ritmos, mantendo o jogador constantemente alerta.

A nova mecânica de furtividade adiciona ainda mais profundidade, podendo ser utilizada tanto com Grace quanto com Leon.

🧩 Exploração e puzzles

🔹 Backtracking recompensador
🔹 Investigação de ambiente bem construída
🔹 Variedade interessante de armas (ainda que pudesse ser maior e melhor)

Os puzzles estão de volta, o que é ótimo para fãs da franquia, mas não são tão desafiadores quanto em jogos anteriores.

🧠 Inimigos e nostalgia

Um detalhe perturbador: os zumbis agora “falam”. Eles demonstram certo nível de consciência, o que deixa tudo ainda mais interessante e traz um peso maior na lore do jogo.

E sim… o retorno à RPD em Raccoon City bate forte na nostalgia.

⏳ Duração

A campanha pode levar entre 10 e 15 horas para finalizar, dependendo do seu ritmo de exploração. É uma duração honesta, sem enrolação desnecessária.

É um jogo tecnicamente sólido, bem equilibrado, com atmosfera impecável e personagens que oferecem experiências distintas. Tem pequenos pontos que poderiam evoluir — como puzzles mais complexos e maior variedade de armas — mas nada que comprometa o conjunto. Facilmente entra na lista dos melhores jogos da franquia.

Imagem: PlayStation | Fonte: Resident Evil Requiem

Resident Evil Requiem mostra que a franquia ainda tem fôlego — e muito. Com terror intenso, ação na medida certa e uma ambientação impecável, o jogo entrega uma experiência marcante do início ao fim.

Se você é fã da série, é praticamente obrigatório.
Se não é… talvez seja o momento perfeito para começar.

E agora fica a pergunta: esse é só mais um grande capítulo… ou estamos diante de um forte candidato a GOTY? 👀

Agora me conta: Você prefere jogar em primeira ou terceira pessoa? Esse entra no seu top da franquia?

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